Com apenas 7 anos, mal sabendo escrever direito, compôs sua primeira história. Aos 9, escreveu três pequenos contos, que o irmão a quem os leu não acreditou que fora ele o autor de histórias tão bem escritas. No ginásio, com 13 anos, circulou entre os colegas um divertido texto sobre uma cachorrinha pequenez.
Ao longo de toda sua vida foi escrevendo e reescrevendo seus contos, poemas, novelas, impressões, alterando aqui, acrescentando ali, cortando parágrafos inteiros lá adiante...
Praticamente todas as editoras conhecidas receberam seus originais para publicação, os quais retornaram sempre com uma educada recusa. Mas o escritor nunca desistiu. Passou toda sua existência sentindo-se um verdadeiro escritor, porém injustiçado. Consigo, falava, pensava e agia como escritor.
Dedicou-se com tanto afinco à literatura, que nem chegou a casar.
Já velho, sua última esperança era a de que, após sua morte, seus escritos fossem descobertos e publicados com sucesso. Ainda que não estivesse vivo, seria imortalizado em sua obra, e sua vida talvez fosse lembrada como exemplo de perseverança.
E o escritor morreu.
Parentes distantes, dividindo os seus poucos bens, encontraram seus originais. Um deles perguntou: “O que é isso tudo?; ao que outro respondeu: “Nada que valha a pena. Lixo!”
Em um grande tambor metálico no fundo do quintal, a vida do escritor foi queimada, até virar cinzas. Estava morto de fato!
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