Eram ambos considerados estranhos pelos colegas da escola. E isso talvez os tenha aproximado.
Os dois jovens amantes, à tarda, passeavam, abraçados e suspirantes, pelas alamedas do cemitério da Consolação, sonhando o dia em que, como Abelardo e Heloísa no Père-Lachaise, ou Pedro e Inês em Alcobaça, repousariam lado a lado por toda a eternidade.
Tendo lido, certa vez, algo de Roland Dorgelès, o adolescente sem dinheiro inspirou-se e sempre presenteava a amada comum buquê de flores surrupiadas ao último enterro.
E apaixonados caminhavam, braços dados, como em permanente cerimônia nupcial.
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